Dislexia: 5 sintomas que os pais precisam estar atentos

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A dislexia é uma transtorno de aprendizagem que pode impactar o desempenho escolar. A jornada do aprendizado é única para cada criança, mas, às vezes, o caminho da leitura e da escrita parece apresentar obstáculos mais altos do que o esperado. Se o seu filho tem dificuldade em ligar letras a sons ou demora muito para ler uma frase simples, você pode estar diante de sinais de dislexia.

Neste post, vamos explicar o que é a dislexia, quais são os critérios usados para o diagnóstico e o momento certo de buscar a orientação de um profissional.

O que é a Dislexia?

A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica. Isso significa que o cérebro processa as informações de escrita e leitura de uma forma diferente.

É importante reforçar: dislexia não tem relação com o nível de inteligência. Pelo contrário, muitas crianças disléxicas são extremamente criativas e rápidas para resolver problemas visuais ou lógicos. A dificuldade está especificamente na decodificação das palavras.

O que os pais precisam observar?

O diagnóstico da dislexia não é feito com um único exame de sangue ou imagem, mas sim por meio de uma avaliação multidisciplinar. Os principais critérios observados pelos especialistas incluem:

  1. Dificuldade na Precisão da Leitura: A criança pula palavras, inverte sílabas ou troca letras com sons parecidos (como ‘b’ e ‘p’, ou ‘d’ e ‘t’).
  2. Fluência Reduzida: A leitura é lenta, silabada e exige um esforço mental muito grande, o que gera cansaço rápido.
  3. Dificuldade com a Ortografia (Disortografia): Erros constantes na escrita, mesmo em palavras que a criança vê com frequência.
  4. Dificuldade na Consciência Fonológica: É a dificuldade de entender que as palavras são formadas por sons menores. Por exemplo, ter dificuldade em identificar rimas ou separar os sons da palavra “SOL”.
  5. Persistência dos Sintomas: As dificuldades aparecem logo no início da alfabetização e persistem mesmo com reforço escolar ou instrução adequada.

Quando é a hora de procurar ajuda?

Muitos pais ficam na dúvida se a dificuldade é apenas um “tempo diferente” da criança ou algo que precisa de atenção. O ideal é buscar uma avaliação se você notar os seguintes sinais:

  • Na Pré-escola: Atraso no desenvolvimento da fala, dificuldade em aprender rimas ou em memorizar nomes de cores e letras.
  • No Início da Alfabetização: Resistência extrema para ler, choro na hora da lição de casa ou dificuldade persistente em associar o som à letra.
  • No Ensino Fundamental: Leitura muito lenta para a idade, dificuldade em compreender o que leu (porque gasta toda a energia tentando decifrar as palavras) e escrita com muitas trocas de letras.

Dica de Ouro: Não espere a criança “reprovar” para buscar ajuda. Quanto mais cedo o suporte começar, melhores serão as estratégias que ela desenvolverá para aprender com confiança.

“São dificuldades que tornam apenas uma forma diferente de ver o mundo. No Jardim de Afetos preparamos o solo para que cada mente única dê seus melhores frutos.”

– Luiza Domini, CEO da Jardim de Afetos.

Como a Neuropsicopedagogia pode ajudar?

A neuropsicopedagogia desempenha um papel central no acolhimento da criança com sinais de dislexia, pois une os conhecimentos da neurociência com a pedagogia e a psicologia cognitiva. Este profissional analisa como o sistema nervoso do seu filho processa as informações durante o aprendizado da leitura e da escrita.

Na prática, a neuropsicopedagoga utiliza avaliações clínicas para mapear as funções executivas, a memória de trabalho e a atenção. Ao identificar as falhas específicas no processamento fonológico e visual, ela consegue elaborar estratégias de intervenção personalizadas. O objetivo é criar novas rotas de aprendizagem que respeitem o funcionamento cerebral da criança, promovendo não apenas a melhora escolar, mas também o resgate da autoestima e do prazer em aprender dentro do ambiente clínico e familiar.

A Importância da Equipe Multidisciplinar

Embora a neuropsicopedagogia seja fundamental para o plano de intervenção, o DSM-5-TR orienta que o diagnóstico da dislexia seja complementado por uma visão multidisciplinar para garantir a exclusão de outras causas. Por isso, a equipe costuma contar com:

  • Fonoaudiólogo: Essencial para avaliar o processamento auditivo central e a consciência fonológica.
  • Neuropediatra: Responsável por realizar exames clínicos e excluir outras condições neurológicas ou sensoriais, como problemas de visão ou audição.
  • Psicólogo: Atua no suporte emocional e na avaliação das capacidades cognitivas globais, garantindo que o transtorno de aprendizagem seja compreendido em todas as suas dimensões.

Conclusão

A dislexia não é uma barreira para o sucesso. Com o diagnóstico correto e o apoio adequado, crianças disléxicas podem ter uma vida acadêmica brilhante e atingir todo o seu potencial. Se você tem dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho, confie no seu instinto e procure especialistas.


Foto de Luíza Domini
Luíza Domini

Neuropsicopedagoga | Aromaterapeuta Clínica Integrativa
Especialista em Síndrome de Down, em Transtornos do Neurodesenvolvimento e Transtornos de Aprendizagem

Escreve para inspirar as pessoas para que tenham uma vida com mais equilíbrio.

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